Índice do conteúdo
- Resposta rápida: quando tratar bradicardia em criança?
- Por que bradicardia em criança é diferente de bradicardia em adulto
- Algoritmo PALS de bradicardia com pulso
- Bradicardia com pulso vs. bradicardia sem pulso
- Dose de atropina na bradicardia pediátrica
- Perguntas rápidas sobre bradicardia pediátrica
- Qual a frequência cardíaca considerada bradicardia em criança?
- Epinefrina ou atropina primeiro na bradicardia pediátrica?
- Bradicardia por hipóxia melhora só com oxigênio?
- Continue aprendendo
Módulo 7 · Aula 1 de 4

Bradicardia Pediátrica: Algoritmo e Tratamento PALS
Palavras-chave: bradicardia pediátrica, algoritmo de bradicardia PALS, epinefrina na bradicardia, atropina pediátrica, RCP na bradicardia, bloqueio atrioventricular pediátrico, bradicardia sintomática
Resposta rápida: quando tratar bradicardia em criança?
Trate quando a frequência cardíaca está baixa E há sinais de comprometimento cardiopulmonar (má perfusão, hipotensão, alteração de consciência, esforço respiratório importante) — não a bradicardia isolada no monitor. Se a criança está bem perfundida e assintomática, observe e busque a causa. A causa mais comum de bradicardia pediátrica é hipóxia, então a primeira medida é sempre garantir oxigenação e ventilação adequadas, antes de qualquer droga.
Por que bradicardia em criança é diferente de bradicardia em adulto
Em pediatria, a bradicardia raramente é um problema primário do sistema de condução cardíaco. Na maioria das vezes é secundária a hipóxia, seja por doença respiratória, obstrução de via aérea ou choque descompensado. Por isso o primeiro passo do algoritmo PALS não é uma droga — é reavaliar via aérea e oxigenação. Corrigir a hipóxia frequentemente resolve a bradicardia sem necessidade de medicação.
Algoritmo PALS de bradicardia com pulso
- Identifique e trate a causa: garanta via aérea pérvia, ofereça oxigênio (veja oxigenoterapia de alto fluxo e ventilação com pressão positiva), monitorize.
- Avalie se há comprometimento cardiopulmonar: hipotensão, má perfusão, alteração aguda do estado mental, esforço respiratório grave.
- Sem comprometimento: observe, monitorize e busque a causa de base.
- Com comprometimento persistente apesar de oxigenação/ventilação adequadas: inicie RCP se a FC estiver abaixo de 60 bpm com sinais de má perfusão, mesmo que ainda haja pulso palpável — essa é uma particularidade importante do PALS.
- Administre epinefrina IV/IO: 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da diluição 1:10.000), repetida a cada 3–5 minutos. Veja o detalhamento em função da epinefrina na RCP.
- Considere atropina quando a causa provável é aumento do tônus vagal ou bloqueio atrioventricular primário — não como primeira escolha na bradicardia por hipóxia.
- Considere marca-passo transcutâneo em bradicardia refratária por bloqueio AV completo ou disfunção do nó sinusal, especialmente em cardiopatia congênita ou pós-operatório de cirurgia cardíaca.
Bradicardia com pulso vs. bradicardia sem pulso
- Com pulso, sem comprometimento: observação e correção da causa.
- Com pulso, com comprometimento grave (FC < 60 bpm + má perfusão): RCP + epinefrina, como PCR — é a exceção pediátrica em que se comprime mesmo com pulso presente, porque a perfusão é considerada ineficaz.
- Sem pulso: é PCR, siga o algoritmo de ritmos chocáveis vs não chocáveis, não o algoritmo de bradicardia.
Dose de atropina na bradicardia pediátrica
- Dose: 0,02 mg/kg IV/IO, dose mínima de 0,1 mg (para evitar bradicardia paradoxal em doses muito baixas), dose máxima única de 0,5 mg em criança.
- Indicação preferencial: bradicardia por tônus vagal aumentado (ex.: manipulação de via aérea, intubação) ou bloqueio AV primário.
- Não é a primeira droga na bradicardia por hipóxia — nesse caso, oxigenação e epinefrina vêm antes. Veja o detalhamento completo em dose e uso de atropina em pediatria.
Perguntas rápidas sobre bradicardia pediátrica
Qual a frequência cardíaca considerada bradicardia em criança?
Depende da faixa etária — consulte a tabela de sinais vitais normais por idade. Como regra prática de alerta em qualquer idade pediátrica, FC < 60 bpm com sinais de má perfusão exige início imediato de RCP, independentemente de haver pulso palpável.
Epinefrina ou atropina primeiro na bradicardia pediátrica?
Epinefrina é a droga de primeira linha na maioria dos casos, especialmente quando a causa é hipóxia. Atropina é preferida quando a causa é tônus vagal aumentado ou bloqueio AV primário. Em caso de dúvida sobre a causa, siga o algoritmo PALS com epinefrina como padrão.
Bradicardia por hipóxia melhora só com oxigênio?
Frequentemente sim. Como a hipóxia é a causa mais comum de bradicardia pediátrica, restabelecer ventilação e oxigenação adequadas — antes de qualquer droga — pode reverter o quadro sozinho. Reavalie a frequência cardíaca logo após otimizar a via aérea.
Continue aprendendo
Veja também:
- Função da Epinefrina na RCP
- Dose e uso de atropina em pediatria
- Taquicardia Pediátrica: SVT vs Sinusal
- Sinais Vitais Normais por Faixa Etária
- RCP de Alta Qualidade em Pediatria