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Módulo 4 · Aula 8 de 10

Profissional de saúde segurando a mão de paciente internado em leito hospitalar como gesto de acolhimento

Via Aérea Avançada no PALS: Indicações e Dispositivos

Por Carlos Felipe Médico, CRMMG 105.721 · Publicado em 14 de abril de 2025

TAGS: via aérea avançada, intubação, tubo endotraqueal, máscara laríngea, PALS, oxigenação, ventilação, distensão gástrica, proteção de via aérea


Introdução

A via aérea avançada é indicada nos casos em que a ventilação manual com bolsa-válvula-máscara não é suficiente para manter uma oxigenação adequada ou quando há necessidade de proteção contínua da via aérea. No protocolo PALS, a intubação ou uso de dispositivos supraglóticos pode salvar vidas e permitir intervenções mais eficazes.


Quando optar pela via aérea avançada?

A decisão de avançar para dispositivos como o tubo endotraqueal ou a máscara laríngea deve considerar:

  • Dificuldade em fornecer ventilação eficaz com bolsa-válvula-máscara -⚠️ Comprometimento real ou risco iminente da via aérea (trauma, convulsão, rebaixamento)
  • Necessidade de suporte ventilatório por tempo prolongado
  • Presença de secreções, sangue ou vômito, com risco de aspiração
  • Necessidade de manter compressões contínuas durante a RCP

Benefícios da via aérea avançada

A colocação de uma via aérea avançada traz várias vantagens clínicas em emergências pediátricas:

Redução do risco de aspiração
Prevenção da distensão gástrica
Ventilação mais eficaz e controlada
Evita interrupções frequentes na RCP

Com uma via aérea avançada posicionada, é possível realizar uma ventilação a cada 2 a 3 segundos, sem pausar as compressões, o que aumenta a sobrevida neurológica do paciente.

Veja mais sobre frequência respiratória ideal em Frequência Respiratória na RCP Pediátrica


Dispositivos disponíveis

1. Tubo Endotraqueal

É o padrão ouro para via aérea avançada. Deve ser inserido por profissional capacitado, com visualização direta da glote e passagem do tubo pela prega vocal.

Vantagens:

  • Maior segurança contra aspiração
  • Permite ventilação com pressão positiva controlada
  • Ideal para períodos prolongados de suporte respiratório

2. Máscara Laríngea (LMA)

Dispositivo supraglótico, inserido sem necessidade de visualização da glote. Utilizada como opção de resgate, especialmente quando a intubação falha ou não é possível.

Indicações principais:

  • Impossibilidade de intubação
  • Situações de urgência extrema
  • Equipes com treinamento limitado para entubação

Limitações:

  • Menor proteção contra aspiração
  • Pode não ser eficaz em obstruções completas de vias aéreas inferiores

⚠️ Apesar de não ser o método ideal, a máscara laríngea é uma solução valiosa em situações críticas.


Considerações importantes

Mesmo com uma via aérea avançada posicionada, é fundamental:


Conclusão

A via aérea avançada é uma estratégia essencial no PALS para garantir oxigenação segura, contínua e eficaz em pacientes pediátricos graves. Seja através do tubo endotraqueal ou da máscara laríngea, sua aplicação deve ser feita com critérios clínicos claros, preparo técnico e constante monitoramento.


Perguntas rápidas sobre via aérea avançada

Como confirmar que o tubo endotraqueal está bem posicionado?

Confirme com ausculta bilateral, expansão torácica simétrica e detector de CO₂ (capnografia). A capnografia contínua é o método mais confiável para monitorar posicionamento adequado durante todo o transporte e atendimento.

Qual a diferença entre tubo endotraqueal e máscara laríngea?

O tubo endotraqueal oferece via aérea definitiva com proteção contra aspiração; a máscara laríngea é um dispositivo supraglótico, mais rápido de inserir, usado quando a intubação não é possível ou como ponte até uma via definitiva.

O que fazer se um paciente intubado deteriorar subitamente?

Use o mnemônico DOPE (Deslocamento, Obstrução, Pneumotórax, Equipamento) para investigar sistematicamente a causa reversível mais provável e intervir rapidamente.


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