Índice do conteúdo
- Resposta rápida: qual a dose de adenosina em pediatria?
- Por que a técnica de administração é tão importante
- Passo a passo da administração
- Mecanismo de ação
- Contraindicações e cuidados
- Perguntas rápidas sobre adenosina em pediatria
- O que fazer se a primeira dose de adenosina não reverter a SVT?
- Adenosina pode ser dada por via intraóssea?
- Por que o paciente fica em assistolia por um instante após a adenosina?
- Continue aprendendo
Módulo 7 · Aula 3 de 4

Dose e Uso de Adenosina em Pediatria: Guia PALS
Palavras-chave: dose de adenosina pediátrica, adenosina na SVT, duplo bolus adenosina, taquicardia supraventricular, contraindicações da adenosina, adenosina IV IO
Resposta rápida: qual a dose de adenosina em pediatria?
Primeira dose: 0,1 mg/kg IV/IO (máximo 6 mg) em bolus rápido. Se não reverter, segunda dose: 0,2 mg/kg IV/IO (máximo 12 mg). A administração exige técnica de duplo bolus: injetar a droga o mais rápido possível, seguida imediatamente por um flush de soro fisiológico, no acesso vascular mais próximo possível do coração.
Por que a técnica de administração é tão importante
A adenosina tem meia-vida extremamente curta (segundos), sendo metabolizada rapidamente pelos eritrócitos e endotélio. Se administrada lentamente ou sem flush imediato, a droga é degradada antes de atingir o coração em concentração eficaz — e a tentativa "falha" não por dose errada, mas por técnica inadequada. Use a via mais proximal disponível (idealmente antecubital) e um sistema de três vias para o flush.
Passo a passo da administração
- Confirme que o ritmo é SVT de QRS estreito com pulso — veja a diferenciação completa em taquicardia pediátrica: SVT vs sinusal.
- Prepare a dose (0,1 mg/kg, máx. 6 mg) em uma seringa, e um flush de 5–10 mL de SF 0,9% em outra, conectados o mais próximo possível do paciente.
- Injete a adenosina em bolus rápido (o mais rápido que a técnica permitir), seguida imediatamente pelo flush, elevando o membro se possível.
- Monitorize o ritmo continuamente — é comum observar um breve período de assistolia ou bloqueio AV de 1 a 2 segundos, esperado pelo mecanismo de ação da droga.
- Se não reverter em alguns minutos, administre a segunda dose (0,2 mg/kg, máx. 12 mg) com a mesma técnica.
- Se persistir refratária após duas doses adequadamente administradas, reavalie o diagnóstico e considere cardioversão sincronizada ou avaliação especializada.
Mecanismo de ação
A adenosina causa bloqueio transitório da condução pelo nó atrioventricular, interrompendo o circuito de reentrada responsável pela maioria das SVTs em pediatria. Esse efeito é breve e autolimitado, o que explica tanto sua eficácia quanto a necessidade da técnica de bolus rápido.
Contraindicações e cuidados
- Não usar em taquicardia sinusal — não há circuito de reentrada para interromper, e o uso é desnecessário. Veja a diferenciação em taquicardia pediátrica.
- Cautela em pacientes transplantados cardíacos — sensibilidade aumentada à droga; considerar redução de dose com orientação especializada.
- Cautela em asma grave — pode, raramente, provocar broncoespasmo.
- Avisar o paciente consciente sobre a sensação transitória desconfortável (aperto no peito, rubor) que costuma ocorrer nos segundos após a injeção — é esperado e autolimitado.
Perguntas rápidas sobre adenosina em pediatria
O que fazer se a primeira dose de adenosina não reverter a SVT?
Reavalie se a técnica de duplo bolus foi adequada (via proximal, bolus rápido, flush imediato) antes de assumir falha da droga. Se a técnica foi correta, administre a segunda dose (0,2 mg/kg, máx. 12 mg) imediatamente, sem esperar reavaliação prolongada.
Adenosina pode ser dada por via intraóssea?
Sim, a via IO é aceitável quando não há acesso IV disponível, seguindo a mesma técnica de bolus rápido seguido de flush. O acesso IV, quando disponível e proximal, é preferido pela velocidade de entrega ao coração.
Por que o paciente fica em assistolia por um instante após a adenosina?
É um efeito esperado e transitório do bloqueio do nó AV — geralmente dura 1 a 2 segundos e resolve espontaneamente. Monitorize continuamente e não confunda com PCR; se a pausa for prolongada ou o paciente descompensar, siga o algoritmo de bradicardia pediátrica ou de ritmos não chocáveis, conforme o caso.
Continue aprendendo
Veja também:
- Taquicardia Pediátrica: SVT vs Sinusal
- Bradicardia Pediátrica: Algoritmo e Tratamento
- Acesso Intraósseo no PALS
- Ritmos Chocáveis vs Não Chocáveis